sexta-feira, outubro 23, 2009

A LIDERANÇA MUNDIAL


POR ADRIANO MOREIRA - 20 DE OUTUBRO DE 2009


Por muito que o consenso seja o mais desejável objectivo de um processo de reorganização da governança mundial, a experiência acumula a notícia das indispensáveis lideranças de Estados que lançaram as vias do entendimento colectivo para a salvaguarda do interesse comum. Durante a guerra de 1939-1945, e depois nos cinquenta anos de guerra fria, os Estados Unidos conseguiram exercer essa capacidade em tudo o que eram interesses fundamentais da aliança.

Na situação actual, que poderá ver agravar as rupturas daquilo que subsiste de ordem mundial, as lideranças afloram, talvez sempre em confrontação binária: a crítica dos observadores inclina-se frequentemente para reconhecer que, na ameaçadora circunstância das alterações climatéricas, é do binómio EUA-China que depende o desenvolvimento sustentado de uma política mundial, ao mesmo tempo que, no que respeita à corrida armamentista, se inclinam para esperar o desenvolvimento positivo da resposta conciliatória do entendimento entre os EUA e a Rússia.

Estas e outras sugestões, elaboradas para responder construtivamente aos enormes desafios, são de uma fragilidade evidente, em vista da permanência das ameaças do fraco ao forte, e também do programa dos Estados que não se impressionam com a semântica do eixo do mal, e que algumas vezes foram apoiados pela dogmática de mercado que domina o complexo militar-industrial que desanimou o vigor do Presidente Eisenhower.

No que toca ao G-20, tratando-se de um agrupamento em que os membros mutuamente se reconhecem como sendo as principais potências económicas do mundo, não parece todavia evidente que tal grupo consiga, em tempo útil, restaurar a confiança mundial do G-192 que reúne, na Assembleia Geral da ONU, a totalidade dos Estados fatigados de sofrer efeitos colaterais. Mesmo dentro do G-20 não é visível que uma liderança seja conseguida com a autoridade necessária, considerando designadamente a evidência de que lhes parece excessiva a representação da Europa, composta de países e de representantes institucionais.

Adoptando a hipótese mais esperançosa de que o globalismo resistirá como tecido que de facto articula todos os centros de poder, o que o panorama da circunstância sugere é que será a multipolaridade, correspondente ao pluralismo das áreas culturais e dos interesses, que virá a emergir, definindo um limitado número de grandes referências a partir das quais a ONU será refundada.

É neste panorama, em que os ocidentais são os que mais terão de reflectir sobre a mudança de estatuto em todas as balanças de poder, estratégico, financeiro, cultural, que a mudança de perspectiva da Administração americana se destaca, porque se trata da potência líder do equilíbrio conseguido nos cinquenta anos de guerra fria, e de um dos povos mais caracterizados pela cultura de resistência à adversidade, e pela lucidez quanto à necessidade de mudar de políticas sempre que a manutenção e defesa do seu interesse fundamental o exija.

Nesta conjuntura, o regresso ao multilateralismo é já uma prova de que a coragem secular não falta para responder aos factos, e o mobilizador discurso de Obama, ao lutar pela presidência dos EUA, implantou a esperança de conseguir reformular os paradigmas directores da política mundial. Foi o poder da palavra em exercício invulgar, mas longe ainda de conseguir as mudanças necessárias em obediência à palavra do poder que lhe foi confiado.

O Prémio Nobel da Paz, que lhe foi outorgado, não reconhece nem recompensou resultados obtidos na organização da governança mundial, e esse é um juízo das populações angustiadas de todas as latitudes. O poder da palavra não é exclusivamente um dom de estadista. Mas a coerência entre o poder da palavra e a palavra do poder alcançado é a exigência dos povos. A narrativa dos mais que cem dias de governo ainda não regista resultados, mas também não indicia desistência. O apoio à coragem também pode ser um objectivo do Prémio Nobel.

(Para ler melhor com letra mais visível)


Tirado do Blog SJ

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segunda-feira, outubro 12, 2009

domingo, outubro 11, 2009

sábado, outubro 10, 2009

ÁGUA-MARINHA

O Cristal do meu Signo
Escorpião
24 de Outubro
a 22 de Novembro


A Água-Marinha é uma variedade do Cristal Berilo. É composta por Gás, Água, Mica e Óxido de ferro. Apresenta uma dualidade de cores. Se a virmos de um determinado ponto, adquire uma tonalidade azulada, se a observarmos numa outra perspectiva, apresenta uma cor translúcida e um azul tão claro que é quase imperceptível. Pode ser encontrada no Brasil (onde estão concentradas as maiores jazidas), Madagáscar, Austrália, Índia, África do Sul e Estados Unidos da América.
A origem do seu nome deve-se à sua semelhança com a água do mar – “acqua marinae” em latim. Este cristal reflecte a cor que vai do verde azulado ao azul. Diz a lenda que era a pedra protectora dos marinheiros e que era amada pelas sereias.
Favorece o amor e concede poder no domínio dos sentimentos e emoções, transmitindo coragem e determinação através da clareza de pensamentos e da lucidez. É uma grande ajuda nos problemas do sono e facilita a cura de depressões e doenças cardiovasculares. Ajuda na cura de doenças renais, do fígado e oculares. Por atrair clareza de pensamentos, facilita o estudo e aumenta o poder de concentração; ajuda a harmonizar as emoções, a diminuir as febres e as alergias. É um bom protector do sistema imunitário devido ao seu carácter purificador. Proporciona a calma e atenua os sintomas característicos do stress. Este cristal simboliza a felicidade e a eterna juventude. Ajuda na saúde e no bem-estar.

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terça-feira, outubro 06, 2009

quarta-feira, setembro 30, 2009

MODERN TIMES

LOVE

Is Love Recession Proof?

Dating Recession proof picture

Americans are tightening their purse strings. Fancy romantic dinners are being replaced by home cooked meals and nights out at the opera are nixed for cozying-up on the couch with a rented movie. However, one sector that has seen growth lately is online dating. This shouldn’t be entirely surprising, because simply put — we always need somebody to love. And despite the financial landscape, online dating sites have posted some of their strongest quarters in years.

One reason for the up tick is that membership to online dating sites may just be the best bang for your buck. Because when you join a site like Match.com or Singlenet.com you feel the return on your investment immediately by being exposed to a world of romantic possibilities and potential mates. Sure, there’s something quaint about meeting someone at the neighborhood bar, but it’s limited to the off chance that someone attractive, compatible, and available happens to show up before you beer-goggle someone less than worthy.

Alex (29) a financial advisor from Philadelphia, PA credits online dating, “I got laid off three months ago, and for a while it was killing my confidence with the ladies. Asking what I did for a living was a pretty standard question… But online dating gave me a chance to take my time and respond with humor and honesty –which my girlfriend insists won her over.”

Don’t wallow in the doom and gloom, be creative and re-invent yourself online: switch up the profile picture, change the parameters that might be limiting your search. Enjoy the vetting process that is the signature of searching online — pick, choose and weed out the freaks (unless, of course, that’s what you’re into).

Remember, dates are opportunities for people to get to know each other. Make sure not to blow your nest egg on a stretch Hummer. Keep it low key and simple. There are a ton of creative frugal date ideas from hiking to strip poker. (But try not to use this downturn as an excuse to be a cheapskate.)

Don’t allow the current financial news to dampen your goal of meeting the right person. Because if online dating is booming then so should your chances of finding love… And that may just be the silver lining in the cloudy forecast.

sábado, setembro 26, 2009

BELAS FLORES AZUIS

Como podemos passar por esta maravilha sem pensar uma vez mais como é bela a Natureza.! Olhar as belezas que nos rodeiam, todos os dias de nossas vidas, é uma forma de amenizar um pouco os sofrimentos que nos atacam de quando em vez. Alguém disse, e é bem verdade: a vida sem sofrimento não é vida. A vida é aquele mistério em que tantas vezes penso e que tanto desejaria compreender, aprofundar, e conhecer o outro lado que virá um dia a ser a minha nova morada, a morada de todos nós.
Estas flores azuis parecem querer voar ao céu tal a intensidade que se denota na força com que apontam ao infinito. Parece que a terra em que criaram raízes não as deixam fugir porque as amam e porque lhes deram vida.

segunda-feira, setembro 21, 2009

sábado, agosto 08, 2009

ECCE GRATUM - CARL ORFF

Ecce gratum
et optatum
Ver reducit gaudia,
purpuratum
floret pratum,
Sol serenat omnia.
Iamiam cedant tristia!
Estas redit,
nunc recedit
Hyemis sevitia.

Iam liquescit
et decrescit
grando, nix et cetera;
bruma fugit,
et iam sugit
Ver Estatis ubera;
illi mens est misera,
qui nec vivit,
nec lascivit
sub Estatis dextera.

Gloriantur
et letantur
in melle dulcedinis,
qui conantur,
ut utantur
premio Cupidinis:
simus jussu Cypridis
gloriantes
et letantes
pares esse Paridis.

segunda-feira, julho 27, 2009

OH FORTUNA / CARMINA BURANA

O fortuna
Velut luna
Statu variabilis,
Semper crescis
Aut decrescis;
Vita detestabilis
Nunc obdurat
Et tunc curat
Ludo mentis aciem,
Egestatem,
Potestatem
Dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
Et inanis,
Rota tu volubilis,
Status malus,
Vana salus
Semper dissolubilis,
Obumbrata
Et velata
Michi quoque niteris;
Nunc per ludum
Dorsum nudum
Fero tui sceleris.

Sors salutis
Et virtutis
Michi nunc contraria,
Est affectus
Et defectus
Semper in angaria.
Hac in hora
Sine mora
Corde pulsum tangite;
Quod per sortem
Sternit fortem,
Mecum omnes plangite!

Fortune plango vulnera
Stillantibus ocellis
Quod sua michi munera
Subtrahit rebellis.
Verum est, quod legitur,
Fronte capillata,
Sed plerumque sequitur
Occasio calvata.

In fortune solio
Sederam elatus,
Prosperitatis vario
Flore coronatus;
Quicquid enim florui
Felix et beatus,
Nunc a summo corrui
Gloria privatus.

Fortune rota volvitur:
Descendo minoratus;
Alter in altum tollitur;
Nimis exaltatus
Rex sedet in vertice
Caveat ruinam!
Nam sub axe legimus
Hecubam reginam.


CARL ORFF

domingo, julho 12, 2009

Mais um "roubo" a que não resisti


Nós somos
Essas bugigangas
Amarfanhadas no galpão
Esse cheiro debaixo do braço
Esse hálito ao despertar
Esse canto de unha suja
Nós somos
Esse sorriso dado
na hora mais errada
Essa alma sempre ultrajada
Passo abandonado
na rua escura e vazia
Nós somos
Essa coceira
que abre ferida
Esse dente doente
Nós somos
Porque queremos a vida limpa
Só o sono
Não o pesadelo
Nós somos
O esquecimento de nós mesmos
Nós somos
O número na carteira de identidade
Toda a mais inútil futilidade
O lixo plástico
SARTRE:"Não importa o que fizeram com você, e sim o que você fez com aquilo que fizeram com você."


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segunda-feira, junho 22, 2009

segunda-feira, junho 15, 2009

quinta-feira, maio 28, 2009

segunda-feira, maio 18, 2009

A PRAYER



Dear Father, I need You. I acknowledge that I have sinned against You by directing my own life. I thank You that You have forgiven my sins through Christ's death on the cross for me. I now invite Christ to again take His place on the throne of my life. Fill me with the Holy Spirit as You commanded me to be filled, and as You promised in Your Word that You would do if I asked in faith. I pray this in the name of Jesus. As an expression of my faith, I thank You for directing my life and for filling me with the Holy Spirit. Amen

sábado, maio 16, 2009

quarta-feira, maio 06, 2009

CAMPO DE FLORES

 
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Adelaide 2009

domingo, maio 03, 2009

ENCONTRO FELIZ


Vi-te ao longe,
Sorri de felicidade!
Não queria acreditar.
Será verdade?
Era verdade!
Abri os braços,
Abracei-te.
Senti teu corpo no meu.
Teu abraço forte
me envolveu.
Prazer inesquecível.
Quase impossivel!
Um calor nos aqueceu.
Tanto tempo passou,
Tanto tempo se perdeu!
A vida nos afastou
E agora nos juntou!
Porquê?
Aperta-me contra ti.
Não me largues mais.
Como poderei viver,
Se de novo te perder!

quarta-feira, abril 22, 2009

O TINTEIRO DE PORCELANA


Em 1885, um velho professor, tinha sobre a mesa um lindo tinteiro de porcelana. Era um dos seus objectos de estimação. Muitas vezes recomendava: "Não toquem no meu tinteiro".
Porém, partiu-se, porque, numa certa terça-feira, dois alunos ficaram na aula, na hora do recreio e, malvada tentação, um deles, o André aproximou-se da mesa do professor, olhos pregados no tinteiro, pegou-lhe, e zás, deixou-o cair...chorou,tremeu, sem saber o que fazer. O seu colega, o Leão, bom rapaz e bom amigo, juntou os pedaços e consolou o André como pôde. Entretanto, entra o professor que logo vê o seu tinteiro em pedaços. Desgostoso e indignado disse: "O culpado que se levante para apanhar três palmatoadas. Objecto que, felizmente acabou por desaparecer das salas de aula. Silêncio profundo. Leão levantou-se e estendeu a mão. Nesse momento, uma voz lá do fundo grita: não foi ele, não foi ele! Expliquem-se, disse o professor. Leão diz: na verdade não fui eu, foi o André. Mas ele está tão triste, não queria partir o tinteiro, e é tão pequenino que prefiro eu receber o castigo. Todos os outros alunos gritaram: PERDÃO, PERDÃO. O professor, comovido com a boa acção do Leão abraçou-o, como prémio bem merecido, e uma chuva de aplausos inundou a aula graças à boa acção do Leão. O valor que tem uma simples palavra : PERDÃO.

Obs: Li este texto que achei encantador porém, nunca copio as palavras do autor. Conto o que leio, com palavras minhas, dou-lhe as minhas voltas, conforme o meu próprio gosto. Não menciono o autor porque as primeiras folhas se perderem.

terça-feira, março 24, 2009

ODE A VASCO DA GAMA de BIZET


Em 7.06.1996 o Cículo Portuense de Ópera e a Orquesta Clássica do Porto visitaram o Mosteiro da Serra do Pilar, onde subi pela primeira vez, e de onde vi a Cidade do Porto à noite também pela 1ª vez. A paisagem da Cidade é difícil de descrever por ser tão bela.
A obra que fomos apresentar foi a "ODE A VASCO DA GAMA" DE BIZET. No final desta apresentação, e porque estavamos num Quartel, foi-nos pedido que cantassemos o Hino Nacional. Não podíamos recusar, cantamos, e... por sermos precisamente um coro de ópera (apesar de amadores) saíu o Hino mais maravilhoso que os meus ouvidos jamais tinham ouvido. Nestas ocasiões as palmas e o auditório de pé exercem dentro de nós um sentimento que quase nos leva à loucura em termos de felicidade interior. De repente, e para meu espanto, desvio os olhos para a minha direita e, num camarote a meu lado, dou de caras com os meus vizinhos porta com porta, General A. e Família, todos de pé a baterem palmas com admiração estampada no rosto pois não sabiam que a vizinha de 30 anos fazia parte de um côro de ópera. Já fora do mosteiro aconteceram os abraços, os parabéns, os beijos...Naquele momento senti-me a mulher mais feliz do mundo!

sexta-feira, março 06, 2009

CHOUPOS DE MONET


Adelaide 2008
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Um pequenino livro, num monte deles para vender ao desbarato, chamou a minha atenção. Como sou apaixonada por coisas simples, peguei nele, folheei-o e vi que não podia repô-lo no lugar. Trouxe-o comigo e vi que eram muitas as histórias contadas por Antonia Mota, professor do ensino básico, amante da serra a ponto de fazer o referido livro de histórias. Segundo ele, há muitas formas de sentir a serra. Há quem diga que na serra é tudo muito bonito, com passarinhos a chilrear, água despoluída, muito presunto, muito descanso, muita neve, muita maravilha. Outros acham que o relvado do Estado Nacional é que é bom e o resto é conversa de rústicos.
E há, naturalmante, os que vivem na serra todos os dias e que têm muito que contar. E que esses é que fizeram as histórias deste livro.

Hoje fico por aqui para não cansar os meus queridos amigos mas, em breve contarei uma dessas histórias que devem ter muito de belo e simples. Ai se a SIMPLICIDADE corresse mundo e retirasse de circulação a mania do poder, a corrida ao dinheiro de forma desleal, a mania das grandezas...

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

MOMENTO PARA RIR. HÁ QUE APROVEITAR

As mulheres nunca entendem nada...
Está um gajo descansadinho da vida sentado no seu sofá, a ver o futebol, quando de repente vinda não se sabe muito bem de onde,leva com uma frigideira na cabeça.
O desgraçado, de joelhos no chão, vendo estrelas por todo o lado,volta-se para a mulher:
- Atão!?!?!? Tás parva ou quê??!? O qu'é que se passou???
- Isto é pelo bilhete que acabei de encontrar no bolso das tuas calças, e que tem o nome Marilu e o número 7500589, respondeu ela.
- Vê-se mesmo qu'és estúpida!!!!
Isso foi da última vez que fui às corridas de cavalos. Marilu era o nome do cavalo, 7500 foi o valor que eu apostei, 58 era o nº do cavalo e 9 a corrida em que o cavalo entrou...
Vai pr'á cozinha e não me chateies mais! Tarada....
Dassssse!!!
E ela:
- Errei... Mas... Bom... Quer dizer.... Ò meu amor desculpa, desculpa, não volta a acontecer...
Passados 2 dias está o homem outra vez descansadinho da vida, a ver os resumos da bola, quando...... PUUUMMMMMMMM, leva com a panela de pressão nos cornos...
Completamente tonto, deitado no chão e ainda não refeito da pancada, grita:
- Porra, pá!!! Atão?!?! Outra vez!!!! O que é que foi agora?
A mulher responde:
- O teu cavalo está ao telefone...!!!

terça-feira, dezembro 09, 2008

O MEU MAR


As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que os meus olhos enxergam
e admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou só o olho e não me molho.

As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
muito brilhante
muito ondulante
se uma brisa houver.

Estendo-me nessa areia de seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou,
elevo as minhas orações,
mas...esqueço. Lembrar para quê?

sábado, novembro 22, 2008

B. BERTA, A ESPERTA

Dona Berta tinha 80 anos. O médico que a tratara por quase toda a sua vida havia se aposentado e fora substituído por outro.
Na consulta seguinte, o novo médico pediu para Dona Berta levar a lista dos medicamentos que lhe haviam sido receitados.
Quando o jovem médico revisava a lista, engasgou.
- Dona Berta, sabe que estas são pílulas anticoncepcionais?
- Sim doutor, elas me ajudam a dormir.
- Dona Berta, lhe afirmo que não há absolutamente nada nestas pílulas que façam uma pessoa dormir!
A velhinha deu um sorriso e disse:
- Sim, eu sei. Mas todas as manhãs dissolvo uma pílula no sumo de laranja da minha neta de 16 anos e assim durmo bem todas as noites...

quinta-feira, outubro 02, 2008

NATUREZA TRANQUILA

 
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Adelaide 2008

terça-feira, setembro 30, 2008

RECANTO DOS MEUS SONHOS

 



Neste espaço, eu medito, eu leio, eu escrevo, eu penso, eu sonho,como, bebo, olho o ceu, respiro fundo e agradeço tal dádiva.
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sexta-feira, setembro 19, 2008

terça-feira, setembro 16, 2008

segunda-feira, setembro 15, 2008

I HAVE A DREAM

ABBA - I Have A Dream


I have a dream
a song to sing
to help me cope
with anything
if you see the wonder
of a fairy tale
you can take the future
even if you fail
I believe in angels
something good in
everything I see
I believe in angels
when I know the time
is right for me
I’ll cross the stream
I have a dream

I have a dream
a fantasy
to help me through
reality
and my destination
makes it worth the while
pushing through the darkness
still another mile
I believe in angels
something good in
everything I see
I believe in angels
when I know the time
is right for me
I’ll cross the stream
I have a dream


segunda-feira, setembro 08, 2008

quarta-feira, setembro 03, 2008

O TEMPO MUDANDO


O CICLO DO TEMPO

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Tempos mudando,
Estações reduzindo
Lenta, lentamente.
Eram quatro, são duas.
Chuvas e sóis.
Chuvas que alagam as terras,
As casas, rios que transbordam
E perdem a sua pacatez suave e brilhante
Que o mar já não acolhe em seu leito
Porque se perderam pelos campos sem fim.
Culturas destruídas,
Casas abandonadas,
Olhos que choram de dor,
Tudo perdido!
Depois, a natureza verde
Vai rompendo.
Hastes que crescem longas, tenras
E apontam ao céu.
Parece que a esperança nasce.
Porém,
O sol vem devagarinho,
Com pezinhos de lã,
E vai aquecendo, aquecendo.
Lá se vai a esperança de novo.
Calor demasiado,
Tudo queimado,
Beleza verde que morre,
Flores que murcham,
Chuva que volta,
Rios que transbordam...



Autora - Adelaide

segunda-feira, setembro 01, 2008

AMOR DELICIOSO


UM AFAGO NOS CABELOS,
DUAS MÃOS QUE TROCAM CALOR,
UM ABRAÇO MEIGO E TERNO,
A FACE NA LAPELA DO CASACO E
UM BEIJO MEIGO NOS CABELOS.
É ESTE AMOR QUE FAZ AS MINHAS DELÍCIAS.
UM SEGREDO AO OUVIDO
QUE PROVOCA UM MEIGO SORRISO.
O CORAÇÃO AQUECE E A ALMA RI.
UM BEIJO CUJOS LÁBIOS DEMORAM
A ENCONTRAR-SE, QUE HESITAM,
OLHOS NOS OLHOS,
DE NOVO O BEIJO,
LÁBIOS QUE ENTÃO SE JUNTAM
COM AMOR, COM TERNURA.
MOMENTOS SUAVES, DIVINAIS,
QUE NÃO ESQUECEM,
QUE FICAM NA MEMÓRIA
DE QUEM OS VIVEU.
UMA MEMÓRIA CHEIA DE BEIJOS,
DE AFAGOS, DE TERNURA, INESQUECÍVEIS.
UMA MEMÓRIA ASSIM ILUMINA A ALMA, AQUECE-A,
DÁ-LHE FORÇA, ÂNIMO PARA CONTINUAR VIVENDO,
E VIVER É BOM, COM BOAS LEMBRANÇAS,
FELIZMENTE, ETERNAMENTE...

AS MINHAS AMIGAS GAIVOTAS


São três gaivotas lindas, brancas como a neve e manchadas de cinza claro, que me dão os bons dias todas as manhãs. Encontro-as empoleiradas no candeeiro em frente de minha varanda. Estamos, eu e elas, exactamente à mesma altura a partir do solo. Eu chego e digo "Olá belezas" e elas respondem à sua maneira: viram o bico para o céu, (em direcção ao Criador), esgoelam-se, e dão um grito como que a dizer-me também "Olá, bom dia". Depois, vaidosas, ensaiam os seus belos voos, asas bem abertas, cortam o céu a seu bel prazer. Encanto de se ver. Como dizia H.Thomas, que muito admiro pelos seus escritos, a natureza está cheia de milagres, nós os humanos é que não reparamos. Considero as minhas gaivotas mais um desses milagres. O grito que dão com o bico virado ao céu para me darem os bons dias, é muito diferente do tom de grito para me pedirem as migalhas a que as habituei. Já não viram o bico para o Criador mas para mim. Dão umas voltas, fazem-se rogadas mas, por fim, comem as migalhinhas, ao mesmo tempo que se debicam umas às outras, para protegerem o que acham que é delas por direito.