terça-feira, março 11, 2008

UM POEMA TEIMOSO...



Um poema teimoso e uma mente conservadora. O problema é que a mente em questão conserva o que podia deixar sair o que pouco interesse tem nesta fase de vida, e conservar o que agora poderia dar prazer lembrar, como, um pequeno exemplo... um certo bilhetinho branco (um segredo quase só meu). Decorridos que são anos e anos de primaveras, verões, outonos e invernos.

Um simples exemplo: matrículas de automóveis que fizeram parte da minha vida...lembro-as todas desde criança. Um espaço ocupado sem qualquer interesse. Porém, uma há que tenho uma certa vaidade em lembrar. Decorriam os anos 30 e, o Austin beije com uma escadinha para se poder entrar, era MN-55-28!!!

Mas, vamos ao poema em título, que devo ter lido uma só vez, naquela fase da infância em que a mente tem ainda muito espaço para ocupar. Poema esse que, assentou arraiais, e nunca mais me abandonou. Às vezes recito-o, mas só para ver se ainda cá está, e está!

***AS ARCAS DE MONTEMOR***

ENTRE ESCOMBROS, NA RUDEZA DA VETUSTA FORTALEZA,
BATIDAS PELO VENTO AGRESTE,
EMPEDERNIDAS, CERRADAS, HÁ DUAS ARCAS PEJADAS,
UMA DE OIRO, OUTRA DE PESTE.

NINGUÉM SABE AO CERTO
QUAL DAS DUAS ARCAS ENCERRA
O FECUNDO MANANCIAL
QUE FARTARÁ DE OIRO A TERRA MESQUINHA DE PORTUGAL,
OU QUAL, SE MÃO IMPRUDENTE, LHE ERGUER A TAMPA FUNÉRIA
VOMITARÁ, DE REPENTE, A FOME, A FEBRE E A MISÉRIA
QUE MATARÃO TODA A GENTE.

E NESTAS PERPLEXIDADES
E ETERNAS HESITAÇÕES,
TÊM DECORRIDO AS IDADES
TÊM PASSADOS AS GERAÇÕES,
SEM QUE ROMANOS NEM GODOS
NEM ÁRABES NEM CRISTÃOS,
RUDES NA ALMA E NOS MODOS,
DUROS NO ASPECTO E NO TRATO,
CHEGUEM AO DESACATO,
DE LHES TOCAR COM AS MÃOS

QUEDOU-SE...OS BRAÇOS ERGUIDOS,
O OLHAR ATÓNITO E ERRANTE,
SEM SABER DE QUE LADO
VINHA MORRER-LHE AOS OUVIDOS,
UMA VOZ AGONIZANTE, ENTRE AMEAÇAS E GEMIDOS...

Ó POVO DE MONTEMOR...
SE ESTÁS MAL...
SE ÉS DESGRAÇADO...
SUSPENDE...
TOMA CUIDADO...
QUE PODES FICAR PIOR...

E, NESTAS PERPLEXIDADES
E ETERNAS HESITAÇÕES,
HÃO-DE PASSAR AS IDADES,
DECORRER AS GERAÇÕES,
SEM QUE ROMANOS NEM GODOS,
NEM ÁRABES NEM CRISTÃOS,
RUDES NA ALMA E NOS MODOS,
DUROS NO ASPECTO E NO TRATO,
CHEGUEM AO DESACATO
DE LHES TOCAR COM AS MÃOS...

MAQIRA (dito de cor)

domingo, março 09, 2008

DECISÃO ACERTADA



Vou olhar a Natureza, voltar os olhos para tudo que é belo, admirar as cores, as formas, a simplicidade e o fantástico. Vou descobrir os milagres que todos os dias acontecem e que deixamos passar, sem ver... Sim, é tristemente verdade! Habituamo-nos a não ter tempo para os belos pormenores que nos rodeiam! Olhamos o nada, o que não tem beleza, só as ruas, as lojas, as pessoas que andam apressadas...Damos mais atenção ao dia a dia, que nada tem de belo, e que é tão cansativo! E porque não tirarmos uns minutos por semana, (como fiz hoje e não me arrependo) esquecer o corre corre, sair de casa, olhar o céu e as nuvens. Que belas são as nuvens, que belas formas apresentam porque os ventos e as brisas brincam com elas na imensidão dos ares, gozando dum belo azul como cor de fundo. É mágico o mundo em que vivemos! Entretanto, já avisto a imensidão das águas. Os meus olhos não têm tamanho suficiente para abarcar todo aquele verde que me refresca, que me dá força, que me lava a alma.
Parada, observo os navios ao longe. Sento-me para descansar e, mais um milagre acontece. Junto de mim, nascida de uma brecha do chão duro, seco e esbranquiçado, uma delicada flor azul, bela como as mais belas, fez-me pensar: "E se eu a arrancasse desta secura, a acariciasse nas palmas das minhas mãos, não frias, e a chegasse aos meus lábios, com doçura...Assim pensei e assim fiz. Beijei-a suavemente.
É agora uma amiga flor, que tem sede de água. Dou-lha. Ela como que me agradece. É o alimento que lhe dou até que ela se aguente, quem me dera que para sempre mas, este mundo mágico há-de roubar-ma, levar-ma triste e seca. Para onde? Não sei!!

quarta-feira, março 05, 2008

La Pintora



Um ar feliz.

4 de Março

 


Um noite feliz. Que muitas assim se repitam
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A MÃE PRONTA À ESPERA DA BOLEIA



QUANDO SE VAI FAZER UM EXAME ENCHE-SE O CORAÇÃO DE ANGUSTIA...! MAS...

QUANDO SE VAI JANTAR FORA COM BOAS COMPANHIAS...UAU...A ANSIEDADE PASSA À FRENTE DA ANGÚSTIA E ASSIM SE VIVE UM MOMENTO DE GRAÇA, OU SEJA, DE ALEGRIA.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

LA LLORONA

La Llorona

Chavela Vargas

Todos me dicen el negro, Llorona
Negro pero cariñoso.
Todos me dicen el negro, Llorona
Negro pero cariñoso.
Yo soy como el chile verde, Llorona
Picante pero sabroso.
Yo soy como el chile verde, Llorona
Picante pero sabroso.

Ay de mí, Llorona Llorona,
Llorona, llévame al río
Tápame con tu rebozo, Llorona
Porque me muero de frió

Si porque te quiero quieres, Llorona
Quieres que te quieres más
Si ya te he dado la vida, Llorona
¿Qué mas quieres?
¿Quieres más?

LA LLORONA

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

CPO E REGIE

 
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Quando entrei para o Coro, estava esta obra a ser ensaiada. Foram meses de ensaios, cansativos, pois o ensaiador Borges Coelho era exigente e queria perfeição.
A estreia mundial desta obra aconteceu na Igreja da Lapa, no Porto no ano de 1989 e foi dirigida pelo conhecido Maestro Manuel Ivo Cruz.

A MINHA INFÂNCIA

 

Para a Família fui sempre a Mariazinha, às vezes só Maria, a menina que passou a vida em colégios de Freiras onde tudo era pecado. O Sebastião adora ouvir as minhas histórias desse tempo. Por isso, lembrou-se de fazer o meu retrato, à sua maneira e com o nome que atrás refiro. Agora passei a ser a vovó Milai, e segundo dizem a melhor vovó do Mundo. Palavras que são carícias para os ouvidos.
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domingo, fevereiro 10, 2008

Toni. o meu Anjo

 

A fingir que dorme o malandreco
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MOSTEIRO DA SERRA DO PILAR

 


Em 7.06.1996 o Cículo Portuense de Ópera e a Orquesta Clássica do Porto apresentaram no Mosteiro da Serra do Pilar, onde subi pela primeira vez, e donde vi a Cidade do Porto à noite também pela 1ª vez, a paisagem da Cidade é difícil de descrever por ser tão bela.
A obra que fomos apresentar foi a "ODE A VASCO DA GAMA" DE BIZET. No final desta apresentação, e porque estavamos dentro dum Quartel, foi-nos pedido que cantassemos o Hino Nacional. Não podíamos recusar, cantamos, e... por sermos precisamente um coro de ópera (apesar de amadores) saíu o Hino mais maravilhoso que os meus ouvidos jamais tinham ouvido. Nestas ocasiões as palmas e o auditório de pé exercem dentro de nós um sentimento que quase nos leva à loucura em termos de felicidade interior. De repente, e para meu espanto, desvio os olhos para a minha esquerda e, num camarote a meu lado, dou de caras com os meus vizinhos porta com porta, General Azeredo e Família, todos de pé a baterem-me palmas com admiração estampada no rosto pois não sabiam que a vizinha de 30 anos cantava ópera. Já fora do mosteiro aconteceram os abraços, os parabéns, os beijos...Naquele momento senti-me a mulher mais feliz do mundo!
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Outro bom companheiro

 
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Este, é também um bom companheiro, põe-me alegre só que fala, fala... É domingo e lá vamos nós almoçar ao MACDONALD,S. Tudo por causa do brinquedinho para atrair as crianças e ainda temos que o pagar. A vida é boa para os espertos.

O meu bom campanheiro

 
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É um bom companheiro, muito compreensivo, ouve tudo o que lhe digo, às vezes até em tom de desabafo e nunca me interrompe. Sabe ouvir que é o que muita gente não sabe.

TENHO 2 FOTÓGRAFOS DE ELEIÇÃO

 

O Sebastião (12 anos) e Mariana (7 anos) adoram tirar-me fotos com a minha máquina digital.
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UM GRANDE GRUPO DE AMADORES

 
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Onde estou?

 

Não deve ser muito difícil que os meus amigos me descubram entre tantos como eu.
Isto não é vaidade, é só para relembrar os tempos que me encherem de alegria.
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

ÓPERA - A MINHA PAIXÃO



Aos queridos amigos que visitam este meu blog (mais habituados à prosa e alguns simples poemas) devo explicar a razão pela qual decidi colocar estes dois videos sobre a Flauta Mágica que encontrei no Youtube. Além de os oferecer aos meus netos que já entendem um pouco de música, fi-lo também para amansar um pouco a fome que sinto dos concertos de sonho de que fiz parte como primeiro soprano (não solista) do coro de ópera do Porto (CPO). Posso dizer que percorri Portugal quase inteiro, sentindo uma satisfação imensa por poder libertar o que dentro de mim lutava para sair, em forma de sons músicais, enchendo os ares e encantando os ouvidos daqueles que enchiam as plateias. No Jardim de Inverno do Mosteiro dos Jerónimos, foram 2 os coros que apresentaram a 9ª Sinfonia. O som era arrebatador! Um encanto na noite, com um céu estrelado, pormenores que nos tocam enchendo de alegria o espaço que lhe está reservado dentro de nós. Todos precisamos de alegria para viver.Depois de palmas sem parar, seguiu-se o beberete ansiosamento esperado. Cantar cansa... Depois de subir largas escadas em granito, ladeadas por soldados na sua posição tradicional (pernas abertas, arma segura nas mãos) como é habitual em ocasiões especiais. O que senti, não tenho palavras para descrever. Noite inesquecível que viverá dentro de mim para sempre, assim como muitas outras que, noutra altura descreverei.

Flauta Mágica

quinta-feira, janeiro 31, 2008

terça-feira, janeiro 08, 2008

 


Mais um girassol. Vou encher o Porto de Girassóis. Ai isso é que vou.
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Pinturas e mais pinturas

 

A Maqira virou pintora. Para já a tentar melhorar.
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sexta-feira, janeiro 04, 2008

Vale a pena ler...


Um motociclista ia a 130 km/h por uma estrada e, de
repente, deu de encontro com um passarinho e não
conseguiu esquivar-se: PANG!!
Pelo retrovisor, o tipo ainda viu o bicho dando
várias piruetas no asfalto até ficar estendido.
Não podendo conter o remorso ecológico, parou a
motorizada e voltou para socorrer o bichinho.
O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto.
Era tal a angustia do motociclista que ele recolheu a
pequena ave, comprou uma gaiolinha e levou-o para
casa, tendo o cuidado de deixar um pedaço de pão e
água para o acidentado.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência.

Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com
o pedacinho de pão e a vasilha de água no cantinho, o
bicho põe a mão, ou melhor, a asa na cabeça e grita:
- Merda, matei o gajo da mota !

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Uma menina loira


Zizi, olhos azuis da cor do céu que nos cobre, tinha lágrimas nos olhos, sentada
numa pedra do caminho. "Olá querida Zizi porque choras lágrimas tão lindas, tão tansparentes, com um leve tom azulado que o céu lhes emprestou? A Zizi não era capaz de falar, as lágrimas continuavam caindo, sem parar. Algo lhe teria acontecido que ela não queria dizer..." tua mamã ralhou-te? Bateu-te? Ou foi o teu papá que falou mais alto contigo?" Ajoelhei, abracei-a, beijei-a, senti o calor do seu corpinho doce e acariciei seus longos cabelinhos dourados. Era o que lhe faltava...amor, carícias...beijos...calor humano. Depois fui eu que chorei, que chorei sem parar porque compreendi o problema da Zizi e de todas as Zizis espalhadas por este nosso mundo gelado de amor, de sensibilidade, para o qual só alguns poucos valem, mas que muitos nada valem.

Adelaide
Maqira

Os meus simples poemas

Pequenos Poemas meus,
andais esquecidos, perdidos...
que falta me fazeis.
Por onde andas tu
inspiração minha que me abandonaste?

Alguém a encontrou,
por aí,
vagueando,
perdida,
esquecida
que me pertence,
que me faz falta!
Como vivo, sem ela?

Sinto-me vazia,
fria,
sem o seu calor.
Vem ter comigo de novo,
dar-te-ei o meu carinho
as minhas carícias,
o meu amor.

Espero-te com ansiedade,
quero-te para me expressar,
me esvaziar, me consolar...
escrever o que tenho para dizer
e depois me comover ao ler
o que meus ouvidos gostam de ouvir.

Adelaide/Maqira

segunda-feira, dezembro 31, 2007

domingo, dezembro 30, 2007

sábado, dezembro 29, 2007

ESCOLA DO EXÉRCITO - 1880-1882

Saíamos da Escola depois de um exame solene. Uma espécie de exame de madureza. O juri era composto de 9 espaventosos generais, no seu conjunto, que até nos ofuscavam os olhos.

Chamava-se exame de habilitação, embora habilitasse para coisa nenhuma.

O Cagarreta expunha, nas sebentas, a diferença entre as bombas dos morteiros de alma lisa e as granadas de mão:
" Diga-me a diferença que há entre as bombas e um outro elemento que o senhor sabe qual é".
" As granadas de mão ?".
" Sim senhor: isso mesmo".

E ficou muito contente por ver que eu sabia qual era o outro ELEMENTO.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

RECORDAÇÕES

NICOLAU TOLENTINO DE ALMEIDA


O bom Demócrito ria,

do que a nós nos causa dor;

Ele mui bem o entendia:

Vamos nós também senhor,

Fazer o que ele fazia.

domingo, dezembro 23, 2007

O Meu Primeiro Girassol



Andava na minha cabeça,
às voltas...
Faço, não faço...
Será que sou capaz!

Mesmo sem técnica,
comecei. Senti um medo
um medo estranho
mas belo. Gostei.

Ou antes,
Gostaram os meus olhos
e o meu coração.
Outros olhos não gostarão.

Se assim for, o meu perdão!
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domingo, dezembro 16, 2007

A MINHA ÁRVORE VANGUARDISTA


A minha proposta para as árvores do futuro.
Nascem de fininho e vão-se alargando devegarinho.
Milai

quinta-feira, dezembro 13, 2007

O MEU MAR

As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que o meus olhos enxergam
e admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou não molho e só o olho.

As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
quase brilhante
quase ondulante
se houver uma brisa.

Estendo-me nessa areia seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma os meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou
mas esqueço, lembrar para quê?

segunda-feira, dezembro 10, 2007

AS LÁGRIMAS

Molhadas
Salgadas
Importunas
Atrevidas
Ligadas estão aos estados
d´alma das nossas vidas...
Amantes da tristeza
Menos d´alegria
Por vezes... ajudam...
Quem diria!
Se se vertem
Cresce espaço dentro
O ar desanuvia
tudo fica mais leve
Adeus tristeza
Viva a alegria...

Autora - Maqira

quinta-feira, dezembro 06, 2007

quarta-feira, dezembro 05, 2007

UMA HISTÓRIA TRISTE

Não podia ter sido pior...

As primeiras décadas do séc. XIX foram palco da vida infeliz de um
grande homem. Era filho de artistas ambulantes que o deixaram neste mundo quando ainda era de tenra idade. Tomou conta dele um negociante de tabaco, que nunca o perfilhou. Foi sempre muito irrequieto, em criança e em rapaz e, nos seus tempos de escola, os colegas sempre o apontaram como sendo filho de pais pobres. Tudo contribuia para a sua infelicidade.
Já homem feito, na Universidade, nunca se sentiu bem no meio dos colegas ricos e de boas famílias. Com a ajuda de seu "pai" entrou na Academia Militar mas, em lado nenhum conseguiu terminar a sua instrução. Foi até "premiado" com a demissão da Academia.

Como consequência de tanto insucesso, viveu sempre entre a pobreza e a doença. Mesmo assim, como ser humano e homem, apaixonou-se, casou e até conseguiu ser um pouco feliz, mas, nem queria acreditar! E tinha razão porque, mais uma vez a desgraça o atingiu. Estava mesmo destinado a conhecer só a adversidade. A mulher morre jóvem, numa enxerga, quase sem roupa para se aquecer, valendo-lhe só o calor do gato e das mãos de Poe e de sua mãe. Porque, este homem infeliz era, nem mais nem menos, Edgar Allan Poe. Terminou a sua existência da forma mais triste, por causa do vício a que se entregou, a bebida. Só nela, infelizmente, encontrou um pouco de força para vencer os dias da sua dura existência até que o seu fim chegou. Tombou na sargeta, e depois no hospital onde entregou a alma ao Criador.

E foi este um dos maiores poetas americanos.

ORFEU O "PAI DO CANTO"

A HISTORIA DE ORFEU E EURIDÍCE

"PAI DO CANTO" foi o título que lhe deram. Era considerado músico lendário e poeta. Diz a lenda que recebeu uma lira de Apolo e que as deusas das artes, as Musas, eram suas mestras. Com a música que elas lhe ensinaram foi capaz de encantar os homens e os animais, dar movimento às árvores e até, segundo a lenda, mover rochedos!!!
Sua esposa, Euridíce, morreu, e ele suplicou ao seu Deus padroeiro que lhe desse capacidade para a libertar do reino de Plutão. Sua prece foi ouvida com uma condição: "não deveria olhar para ela enquanto não estivesse completamente fora do mundo subterrâneo". Com a sua música conseguiu maravilhas. Venceu Plutão e as Fúrias que são criaturas selvagens que guardam as portas desse mundo escuro de morte. Porém aconteceu o que não devia ter acontecido. À vista de Orfeu, Euridíce ficou louca de amor e não percebia porque Orfeu não olhava para ela!!! Pediu-lhe que a olhasse e ele... não resistiu...! Euridíce, ainda não estava completamente liberta da escuridão, e o olhar do seu bem amado, por ter desobedecido à condição acordada com o seu Deus padroeiro, empurrou-a de novo e para sempre para o mundo de Plutão. Esta história de amor bela mas funesta serviu de tema a muitas óperas especialmente as de Gluck e Monteverdi

UMA LIÇÃO DE MORAL


Tenho de dar os parabéns ao autor desta foto. É verdadeiramente incrível e dá muito que pensar. O mundo animal dá aos humanos verdadeiras lições de amor. Tenho bem presente ainda o nascimento duma girafa. Verdadeiramente comevedor. Não resisto à tentação de contar o que estes meus olhos viram e jamais vão esquecer. A girafa mãe, gordinha, procura vagarosamente o local que pensa ser adequado para expelir o seu rebento. Este, também vagarosamente, sem pressas, começa por espreitar a luminosidade do mundo que é para si, ainda, uma verdadeira incógnita. Parece que não desgosta do que vê, já que não recua, apesar dos seus olhos não estarem ainda preparados para uma visão perfeita. E como também não pode continuar no quentinho visto que mãe lhe ordena "sai de mim que já é tempo", o nascituro é portanto obrigado a obedecer, o que é muito lindo e demonstra boa educação. E, ai vem ele a toda a velocidade tomar contacto com o chão duro que o espera. Fica meio atordoado, levanta, cai, torna a levantar, torna cair mas, depressa controla os movimentos e, finalmente consegue manter-se em pé, embora ainda meio titubeante. E não é que vai direitinho à chucha da mãe? Vem com fome o espertalhão que até já sabe onde ela se encontra para seu deleite. Depois, o que vem a seguir é também mais uma maravilha da natureza. O zelo, o amor que a mãe zebra dá ao seu filhote, o cuidado que demonstra para que nada lhe aconteça, não deixando que algum animal abusado tenha o desplante de se aproximar, na mira, talvez, de encontrar ali algo tenrinho para saborear! Quanto aos humanos, que tristeza, quão inconcebível. Uma mãe, que não zebra claro, é capaz de enfiar o seu filho, lindo, como lindos são os bebés, dentro dum saco de plástico para o deitar ao rio!!! Mas, voltando atrás, já que me deixei ir na corrente, a lição que se tira da maravilhosa foto lá em cima, é que a convivência humana, desgraçadamente, deixa muito a desejar!... Quanto mais haveria para dizer...

segunda-feira, dezembro 03, 2007

ALMOÇO FAMILIAR NA ÚLTIMA PÁSCOA





Na última Páscoa...

Avós, Filhos e Netos, decidiram realizar o almoço de Páscoa num restaurante de aldeia. Se tem chouriço ou não, é o que se verá. O que não se dispensa é o sol que tem que marcar a sua presença já que tem andado muito arredio. A chuva, com todo o respeito, já regou a natureza que baste, portanto, que nos deixe em paz e fique sossegadinha nas suas núvens lá pelas alturas. E tenho dito.
Boa próxima Páscoa para todo o Mundo.

domingo, dezembro 02, 2007

DEITAR CEDO E CEDO ERGUER...

Domingo, 2 de Dezembro 2007.

Acordei cedo, por volta das 4 da manhã, porque também me aconcheguei muito cedo nas asas de Morfeu. Quando assim me acontece, o sono vem a correr para me cerrar os olhos porque sabe que este é o melhor sono, o mais tranquilo, o que nos faz recuperar as energias perdidas no dia anterior. Dormi...deixei tudo para trás porque o que lá vai, lá vai, sonhei, como se estivesse vivendo uma outra vida, a vida das noites que, a maior parte das vezes, ao acordar já mal lembro. Passada esta fase de descanso, devagarinho vou saindo do meu inconsciente e, logo aquele sabor maravilhoso do café da manhã começa a povoar a minha mente. Porém, só depois de elevar ao alto as primeiras palavras de mais um dia que me foi concedido para viver, só então, volto à posição vertical, e tudo começa. Enquanto preparo o meu tão desejado café com torradas, ligo o rádio, sintonizado sempre na Antena 1, e, está, nesse momento, preciso, a ser transmitido um programa que me obrigou a pegar num papel e numa esferográfica para não esquecer o diálogo que tanto me iria interessar.

Álvaro Garrido, dicção calma, tranquila, fácil de ouvir, sem pressas, professor. começa por comparar o Mundo de hoje a uma Torre de Babel. Gostei e concordei. Entre muitas outras coisas de que falou, outra não deixei de anotar: Portugal, hoje em dia, preocupa-se demasiado com a sua hiperidentidade. Gostei e apludi.

De seguida disse ser um amante do cinema, mas não do cinema de hoje por causa das pipocas... ri e concordei, porque...além de deixarem o cinema em estado de sítio, custam os olhos da cara das vovós porque, a seguir às pipocas não dispensam, os jovens de hoje a tão bebida coca cola da qual eu também já me sinto um pouco viciada.

Álvaro Garrido, professor em Coimbra, dá muito mais valor ao cinema antigo, cinema português, sem o barulho das pipocas e o sorver da coca cola, cinema onde se convivia no intervalo, se trocavem ideias e até se faziam amigos. "VERDES ANOS" foi o filme, feito por Paulo Rocha e apresentado em estreia em Novembro de 1963. Filme este, maravilhosamente acompanhado pela guitarra do nosso Carlos Paredes.

Falou também sobre o Neorealismo dando exemplos bem tristes de vidas tristes, de crianças com fome...e por aí adiante...

Não dei por perdido o tempo que "ganhei" ao tomar conhecimento de factos de valor, por isso gosto da Antena 1. É esta a minha companhia das manhãs também porque não dispenso o diálogo de Ana Mesquita e Júlio Machado Vaz cujos temas não são de perder.

E fico-me por aqui, por agora, antes que tudo desapareça do monitor, como já me tem acontecido várias vezes.

Aos meus amigos, o meu abraço

Adelaide